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Saturday, December 16, 2006

No limite!

O governo? O país? O povo? Alguém está testando os nossos limites? Até quando vamos resistir como nação organizada - ou devo dizer cordeirizada, imolada, sacrificada? Os testes de resistência prosseguem... Os políticos nos achincalham com suas cpis pizzianas, com suas investigações de brincadeirinha e com um festival de impunidades. O governo não faz muito diferente, num estranho robinhodismo que retira dos rotos e dá para os esfarrapados, ou seja, retira da classe-média-baixa-massacrada para dar para os miseraveis.

O pessoal do andar de cima vai bem, obrigado. E continuam isentos, não entram nessa de sacrifício, com o beneplácito do nosso ex-torneiro-mecânico-operário-e-atual-burguês, que já disse aos quatro ventos que amadureu (?) aos sessenta anos, e agora não é mais de esquerda, é um elemento do centro. Muito bem! Sei...

A segurança, a saúde, a educação - onde a classe média não tem direito aos financiamentos federais que ela própria banca, e como banca, banca duas vezes, banca para os filhos dos outros e, como não tem para bancar para os seus, enquanto os filhos dos pobres estudam em universidades particulares, os filhos seus não estudam - pode? O mesmo ocorre com a saúde - paga para o Inss e paga planos de saúde particulares para os seus, paga duas vezes.

Até quando vamos resistir? Heim???

Saturday, November 04, 2006

Idolatrias

Nunca gostei de idolatrias, e acho um exagero o que os ditos fãs fazem em nome dos seus ídolos, ou para acompanhá-los, ou para ter um zero de atenção. Emito a opinião como um suspeito, não sou ídolo de nada nem de ninguém; se fosse talvez achasse a idéia mais interessante: ter um bando de gatinhas me paparicando o tempo todo. Não que ninguém não possa gostar de nenhum astro (seja lá do que for), mas sempre é preferível - recomendável - gostar - e julgar - da obra e não do autor.

Mas reconheço a minha suspeição como emissor dessa opinião; minha credibilidade está no fato de que sou insuspeito no pecado, embora aprecie vários atletas, esportistas, artistas, certamente que eu tenho os meus preferidos, tenho como certo o fato de que não nutro nenhum tipo de idolatria. Em outras palavras, consigo separar a perfomance do performer.

Há algum tempo a imprensa noticiou a morte de adolescentes na visita de um grupo mexicano a São Paulo; e eis aí o melhor exemplo de tudo o que estou querendo demonstrar nesse post. Uma atividade que tinha tudo para ser lúdica - acompanhar um grupo musical e a sua música, se torna uma tragédia mercê do fanatismo que esse tipo de evento envolve.

Por quê não acompanhar animadamente, mas de uma forma moderada e salutar o seu artista preferido? Qual o sentido dessas verdadeira histerias coletivas? É bom pensar...

Thursday, November 02, 2006

Predição

Está escrito no primeiro post, este é um blog espada! Ele é tão de macho que não é um blog, mas uma bloga! Bobagem... bobagem... Que bobagem! Como eu sempre digo, o meu lado macho é muito fêmea pra ser macho, e o meu lado fêmea muito macho pra ser fêmea. Cá pra nós, essa coisa sexista, seja ela machista ou feminista é muito chata, pra lá de chata.

Estava pensando sobre um assunto para discorrer nesse dia 02 de novembro, de Todos os Santos, ou de Finados. Poderia lembrar de alguns amigos que partiram cedo dessa vida; o Beto que se foi aos dezesseis anos; o Antonio Hélio que se foi aos vinte e poucos; o Chico que se foi com idade avançada, mas era o tipo de chapa que você sempre quer que ele fique mais um pouquinho.

O lado bom é que eles deixaram saudades, muitas saudades...

Wednesday, August 30, 2006

Quando o "moderno" não é o melhor

Peguei esse gancho lendo o blog do Nelson Miler no Glob Online: "é um erro imaginar que a informatização é um maná que resolve todos os problemas". A informatização funciona nos processos que requerem uma série de tarefas burocráticas e de controle, que as máquinas costumeiramente fazem em menos tempo. Exemplos: controle de estoques, emissão de documentos fiscais, relatórios, etc.

Qual seria a vantagem da automatização para um vendedor de pipoca? Mesmo que haja vantagens nessa automatização, quantas vezes você já ouviu a resposta: "Agora não é possível porque o nosso sistema está fora do ar." Ou seja, quantas pessoas e entidades se tornaram escravos dos sistemas informatizados?

Quem passa a operar um desses sistemas sem se preocupar com alternativas que aumentem a eficiência e a confiabilidade dos mesmos (nobreaks, geradores de energia, backups, sistemas manuais emergenciais) não avança no sentido de prestar um serviço melhor para os seus clientes, cai numa armadilha com um "ar moderno".

Saturday, August 26, 2006

Nem, nem...

Se não sou tão são que possa ser considerado normal, nem tão insano que possa ser considerado um louco, aonde ando nesse tênue fio que separa a loucura da razão?

Wednesday, August 23, 2006

Começos

Dizem que os começos são difíceis. A primeira golfada de ar que entra nos pulmões dos recém-nascidos provoca-lhes uma dor intensa, uma dor ardida que simboliza o ato inaugural da vida extra-uterina, o nascimento. A primeira palavra, os primeiros passos, o primeiro tombo, uma sucessão de primeiros momentos, atos, fatos, que vão marcando a nossa vida. E enquanto ainda houverem coisas a descobrir, haverão novos "primeiros" alguma coisa.

Já sou um senior, alguém que tem idade para ser pai e para ser avô, também. Ainda estou bem, considerando a viagem, atingi esses 53 anos com uma razoável saúde, não sou exemplo de atleta e nem estou dobrando o Cabo da Boa Esperança. Aos que acham que 53 é muito, digo que divido com muita honra essa idade com Paulo Ricardo e Fábio Júnior; e que sou oito anos mais novo do que o grande Ivan Lins.

Esse não é o meu primeiro blog. Já sou um veterano nos blogs, tenho alguns anos de estrada nessa "vida blogueira", mas esse é o primeiro post, o primeiro artigo aqui no Pontoaga. Por isso ele tem esse simbolismo especial, esse sabor de "começo". Digo o que sempre costumo dizer nesses primeiros posts: "sejamos, todos, bem-vindos ao Pontoaga, que ele possa ser um bom bloga para mim e para vocês meus amigos leitores.