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Monday, May 12, 2008

Paraíso Perdido

Ouço o noticiário sobre um terremoto - com magnitude de 7,8 pontos na escala Richter, um "big one" - ocorrido na China. Uma tragédia que se abate sobre o país mais populoso do planeta. Qualquer ocorrência do tipo sobre um gigante de mais de um bilhão de habitantes se transforma, automaticamente, numa catástrofe de grandes proporções.

O número de vítimas, que logo assume a casa dos milhares, confirma a tragédia. Pelo noticiário, escuto o depoimento de um empresário carioca que vive já há dois anos e meio em Pequim. Ele relata a escassez de notícias para o público chinês, típico dos países comunistas, aonde a liberdade não é uma prática comum, e que censura e controla a imprensa toda "oficial".

Nosso conterrâneo afirma que, apesar dessa liberdade "relativa", é fácil de se viver na China. Ao contrário da sua - nossa - terra natal, há segurança nas ruas. Suficiente para assegurar o ir e vir sem o constante temor de ser assaltado ou eliminado por algum facínora. Você sabia que a polícia chinesa faz o seu trabalho sem o uso de armas? O povo obedece, todos sabem que a lei do país não perdoa ninguém.

Enquanto isso, por aqui, no paraíso perdido, impera a lei do mais forte. Nós temos piedade da marginália...

Thursday, May 01, 2008

Um pouco, dois é bom, três é demais...

É, como o título sugere, vou falar sobre o "suposto" terceiro mandato do "nosso guia". Diga-se, antes de tudo, e em favor do presidente que o próprio tem sucessivamente descartado essa hipótese por absurda. Mas fico temeroso pelo efeito que possa provocar a insistência com que o assunto tem sido comentado. Quem pode dizer que amanhã, inflado por vozes golpistas, ele não venha com um 'se é para o bem de todos..."

Ele sabe - e essas vozes golpistas certamente também - que a essência dos regimes democráticos é a alternância no poder. Não é por outro motivo que as constituições nacionais, ao menos nos regimes sabidos democráticos, consagram essa alternância ao proibir sucessivas reeleições. Além disso, ele sabe mais do que isso, sabe - como seguidamente reafirma - que a sorte é traiçoeira, ela tende a mudar depois de algum tempo.

Jã que comecei com um ditado popular, vou terminar com outro que se ajusta como uma luva ao caso: "o rato tanto vai ao moinho que um dia perde o focinho".